O controle coercitivo na educação
um ensaio analítico-comportamental sobre a responsabilidade de educar para o futuro
Palavras-chave:
Psicologia da educação, Controle coercitivo, SkinnerResumo
Tanto na Psicologia quanto na Educação, o modelo explicativo skinneriano ajuda a compreender como surgem e porquê se mantém as práticas coercitivas na sociedade e como se dão seus desdobramentos para os sistemas de ensino. Apesar de bem caracterizarem as práticas coercitivas, os analistas do comportamento observaram e discutiram sobre as reais implicações e os efeitos das técnicas coercitivas na vida e no futuro das pessoas a ponto de desaconselharem o uso de qualquer técnica punitiva, pois os efeitos colaterais pra quem pune ou pra quem é punido são extensos. A partir desta problemática, objetivo deste trabalho é levantar reflexões, ancoradas na filosofia behaviorista radical de Skinner e da Análise do Comportamento, sobre as práticas coercitivas na educação e seus perigos para uma sociedade em constante transformação. Para tanto, as ideias apresentadas neste trabalho se desenvolveram a partir de leituras dos textos de Skinner e de outros autores da educação escolhidos de modo não sistemático. Problematiza-se os verdadeiros objetivos da educação e questiona-se os métodos tradicionais amplamente aplicados neste contexto. Considera-se que há contradições no sistema educacional e na atuação dos envolvidos, como alunos e professores, e que as relações coercitivas em que estes atores estão envolvidos refletem as relações sociais em contextos históricos e culturais mais amplos. Levanta-se a necessidade de posicionar a educação como meio que vise um futuro cujas práticas sejam mais justas e que se sustentem em prol do bem geral da sociedade, considerando, assim, que há influências históricas e políticas que exigem a educação dos sujeitos, mas que também levam à massificação do ensino e à baixa reflexão de seus agentes
